Riachão
Clementino Rodrigues, mais conhecido pelo apelido de Riachão (Salvador, 14 de novembro de 1921 — Salvador, 30 de março de 2020), foi sambista do Brasil, um dos mais reconhecidos do país, ao lado de Nelson Sargento, Dona Ivone Lara e mais alguns outros da velha guarda. Por se inspirar em episódios extravagantes da capital baiana (como a exposição de uma baleia na Praça da Sé), ele passou a ser chamado de “cronista musical”. Expoente da era de ouro do rádio baiano nas décadas de 1940 e 1950, seus sambas irreverentes, tais como "Retrato da Bahia" e "Bochechuda e Papuda", o tornaram ganhador do "Troféu Gonzaga".
Also recorded as Clementino Rodrigues
Riachão

Riachão e Elza Soares - II Encontro Afro-Latino (26).jpg: Ministério da Cultura derivative work: Yanguas · This file was derived from: Riachão e Elza Soares - II Encontro Afro-Latino (26).jpg · CC BY 2.0
- Full name
- Clementino Rodrigues.
- Born
- 1921 · Salvador.
- Died
- 2020 · Salvador.
- Nationality
- Brazil
- Occupation
- sambista · singer · composer · actor
- Fields
- samba · música popular brasileira · music of Bahia
- Languages
- Portuguese
In this article
Carreira
Trabalhou também como ator, atuando em alguns filmes, entre eles "A Grande Feira", de Roberto Pires, em 1961, e "Os Pastores da Noite", de Marcel Camus, em 1972, baseado na obra do amigo Jorge Amado. E em 2002, fez participação especial no seriado "Pastores da Noite", da Rede Globo de Televisão, baseado no filme. Em 2001, no "Festival de Brasília", foi exibido o documentário "Samba Riachão", de Jorge Alfredo, que conta a sua história. No ano de 2017 prestou depoimento na série "Depoimentos para a Posteridade", do MIS (Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro), na sede da Praça XV
Aos nove anos já cantava nas serenatas, nos aniversários ou nas batucadas com os amigos do bairro onde nasceu - Garcia. Batucava em latas de água onde tamborilava seus sambas. A primeira composição veio aos 12 anos, um samba sem título que dizia: "Eu sei que sou moleque, eu sei, conheço o meu proceder/ Deixe o dia raiar que a minha turma, ela é boa para batucar". O apelido "Riachão" ganhou ainda na infância, explica: "Quando menino, eu gostava muito de brigar. Mal acabava uma peleja, já estava eu disputando outra. E aí chegavam os mais velhos para apartar, empregando aquele ditado popular: você é algum riachão que não se possa atravessar". Riachão teve várias das suas músicas interpretadas por cantores nacionais, uma das mais conhecidas foi "Vá Morar com o Diabo", cantada por Cássia Eller. Também é de sua autoria a famosa música "Cada Macaco no Seu Galho", escolhida por Caetano Veloso e Gilberto Gil, em 1972, para marcar seus retornos ao Brasil depois de exílio político durante o regime militar no Brasil e que gravaram posteriormente. Apesar de ter o talento reconhecido pela crítica e por grandes artistas da MPB, Riachão não conseguia se inserir no mercado. Só para se ter uma ideia, seu álbum “Sonho de Malandro”, de 1973, que predominam os sambas da malandragem, que é também a marca registrada da sua obra, mesclando metais, acordeom, flauta, coro de pastoras e até um regional de choro foi pouco divulgado, e vendeu pouco. Em 1976, Riachão teve um samba proibido pela censura. A letra da música “Barriga Vazia” falava da fome: “Eu, de fome, vou morrer primeiro / você, de barriga,também vai morrer um dia”. A notícia da censura correu a cidade e, num show no ICBA, em 1976, a plateia universitária frequentadora contumaz do espaço cultural, localizado em um bairro de elite em Salvador, exigiu que Riachão a cantasse. O álbum “Humanenochum”, lançado pelo selo Caravelas, em 2000, indicado ao Grammy Latino, representou um ponto de inflexão no reconhecimento nacional de sua obra. Ainda na ativa em 2013, lançou o CD Mundão de Ouro em colaboração com a cantora Vânia Abreu, gravado num estúdio de São Paulo, contando com quinze faixas, sendo 13 inéditas e incluindo os sucessos de sempre "Vá Morar com o Diabo" e "Cada Macaco no Seu Galho".
Morte
Riachão morreu na madrugada do dia 30 de março de 2020, aos 98 anos, de causas naturais.
Discografia
• por volta da década de 1960 - Umbigada da Baleia (Disco de 78 rotações) • 1973 - Sonho de Malandro (Selo Desenbanco • LP) • 1973 - Samba da Bahia - Riachão, Batatinha e Panela (Selo Fontana Records • LP) • 1981 - Sonho de Malandro (Relançamento do álbum de 1973. Selo Tapecar • LP) • 2000 - Humanenochum (Selo Caravelas • CD) • 2001 - Riachão (Selo Caravelas • CD) • 2013 - Mundão de Ouro (Selo Comando S Discos • CD)
Prêmios e Indicações
• Ano — Prêmio — Categoria — Trabalho Indicado — Info — Resultado — Ref. • 2002 — 3º Grammy Latino — Melhor Álbum de Samba/Pagode — Humanenochum • Melhor Canção em Língua Portuguesa — Vá Morar com o Diabo — * Indicado como compositor. *A versão indicada foi interpretada por Cássia Eller • 2013 — 25º Prêmio da Música Brasileira — Álbum de Samba — Mundão de Ouro • Cantor do Ano
Ver também
• Samba Riachão
Ligações externas
• Revista Raça A história do Cantor Riachão • Riachão - Biografia • dicionariompb.com.br/ Página no Dicionário Cravo Albin Categoria:Riachão (sambista) Categoria:Cantores da Bahia Categoria:Compositores da Bahia Categoria:Naturais de Salvador Categoria:Sambistas da Bahia Categoria:Brasileiros de ascendência africana
Licensing
Text attribution
Part of the biographical narrative on this page reuses licensed material. Its origin, revision and licence are recorded here.
The biographical narrative on this page is based on the Wikipedia article Riachão (sambista), revision 72876908 (PT edition), by its contributors. VALÉORINE has edited that text and built its own documentary record around it. The reused material is available under CC BY-SA 4.0, and this page's reuse of it is offered under the same licence. Everything else on this page — the chronology, the holdings, the evidence, the plates and the connections — is VALÉORINE's own record. Sources and licences.
Citations
References
Each reference names the institution holding it, so a reader may go to the document itself.
reference work
Partially resolved
The Encyclopedia exists whether or not anything is for sale. Corrections are recorded rather than overwritten, and every version of this record is kept. Published 25 August 2026.
Elsewhere in Music memorabilia
41,877 published records in this field, each with its sources named.
- Rhythm & SoundOrganisation
- Rhythm ZoneOrganisation
- Ri-FiOrganisation
- Ria BollenPerson
- Riad al SunbatiPerson
- Riad MichaelPerson
- Rian MalanPerson
- Ribbon MusicOrganisation
Best supported in this field
For owners
Own a work by Riachão?
A specialist will read what you send and tell you what the house can establish, what it cannot, and whether the object is suited to sale. There is no charge and no obligation. The object stays with you throughout; nothing is shipped to us unless it is arranged in writing beforehand.